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São Paulo tem mais 4 suspeitas de mortes por covid-19

17 mar 2020

O secretário da Saúde de São Paulo, José Henrique Germann, e o coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus, David Uip, deram detalhes sobre a 1ª morte causada por covid-19 em São Paulo –e no Brasil. Há suspeitas sobre outras 4 mortes, que também podem ter sido provocadas pelo novo coronavírus.

As informações foram dadas em conversa com jornalistas na tarde desta 3ª feira (17.mar.2020).

“Tem 4 mortos, falecidos no mesmo serviço [rede hospitalar], que não sabemos se foi ou não pelo coronavírus. Então, como é que você notifica, se você não tem o agente causal? São 4 falecimentos que podem ter sido por outro vírus”, explicou Uip, que é médico infectologista. Ele diz que não se pode afirmar se os 5 pacientes estavam no mesmo hospital ou em unidades diferentes da mesma rede hospitalar.

O 1º óbito foi divulgado na manhã desta 3ª (17.mar). A vítima é 1 homem, de 62 anos, que estava internado num hospital particular paulistano. Ele sofria diabetes, hipertensão e hiperplasia prostática. Dessa forma, o paciente entrava no grupo de risco da infecção por causa da idade e das doenças preexistentes. Ele não tinha histórico de viagem para o exterior. O caso é considerado como uma transmissão comunitária, ou seja, quando não se sabe a partir de quem a pessoa foi infectada.

O homem teve os sintomas na última 3ª (10.mar), foi internado direto na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no sábado (14.mar) e morreu na 2ª (16.mar). O diagnóstico de covid-19, no entanto, só foi confirmado na noite de 2ª, segundo Uip. Por isso, o paciente não entrou na contagem oficial de 234 casos no Brasil, divulgada pelo Ministério da Saúde na tarde de 2ª (16.mar.2020)

Segundo Uip, a pandemia da doença respiratória afetou num 1º momento a rede privada. “Como eram indivíduos de outros países, nós já esperávamos”, afirmou. “É questão de dias, horas pra impactar o sistema público”, continuou. “Nós estamos vivendo uma epidemia e, nessa situação, as mortes são esperadas”, disse o secretário de Saúde.

“Nós entendemos que é adequado tentar ampliar os centros de diagnósticos”, disse o infectologista para explicar que não será possível realizar exames em todos os pacientes com sintomas. Germann reforçou que 80% dos pacientes não precisará ir ao hospital. Para os 20% que necessitarem, o SUS (Sistema Único de Saúde) deve disponibilizar 1.400 leitos de UTI imediatos e a quantidade pode ser atualizada conforme a demanda.

O Estado tem 162 casos confirmados da doença respiratória, dos quais 5% são graves. Do total, 154 (95%) se encontram na capital paulista e outros 8 na Grande São Paulo, em diferentes municípios. Os dados foram atualizados às 14h desta 3ª (17.mar.2020) pelo coordenador do Comitê de Operações de Emergências de São Paulo, Paulo Menezes.

Poder 360