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Maranhão reafirma independência do PMDB e diz que não tem compromissos com alianças

7 out 2017

O senador José Maranhão (PMDB) voltou a afirmar que seu partido não tem compromisso em formação de aliança com o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) para as eleições de 2018. Nesta vez, no entanto, ele foi mais incisivo: “Casamento civil antes do divórcio, é?”, comparou.

Maranhão participou na manhã desta sexta-feira (06) do Primeiro Encontro de Coordenadores do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS, realizado em um hotel de João Pessoa. Segundo ele, o compromisso firmado com o PSD nas últimas eleições não tinha compromisso de continuidade. “Nós não tínhamos nenhum compromisso, ao contrário, o PMDB não estava recebendo nada, estava dando o apoio a um candidato a prefeito de João Pessoa. E tem obrigação de ficar amarrado a esse compromisso de 2016? Absolutamente! O PMDB, em hora nenhuma quando firmou aliança com o prefeito Luciano Cartaxo, disse que ia renunciar à sua identidade, aos seus direitos de se impor como um partido que tem história, que tem estrutura, que tem serviços prestados à Paraíba”, disse o senador paraibano.

Ouça o áudio do senador

Ele ainda destacou que não pretende condicionar a candidatura própria do PMDB à vontade ou bondade de nenhum outro partido. “Política não se faz por generosidade. Se faz por pressão, articulação e negociação”, afirmou o senador.

Maranhão ainda acrescentou que “Ricardo em momento nenhum me convidou para ser candidato. Temos sabido que ele terá ou teria um candidato ao governo. Mas o governador tem sido tranquilo e sereno ao reconhecer a nossa liderança, visto que conhece a história política da Paraíba”.

No entanto, em relação à possibilidade de aliança com o PSD, Maranhão acredita que é um assunto que interessa mais a Manoel Junior, que luta em causa própria. Apesar disso, ele afirmou que respeita o posicionamento do vice-prefeito de João Pessoa. “Todos somos livres para pensar e quero deixar isso bem claro. Ninguém vai fazer intriga entre ele e eu. Não há motivo para ser adversário dele. Ninguém disse que é ruim ele ser prefeito, aliás, ele nem precisa torcer por vitória de Luciano Cartaxo para que ele seja o prefeito, basta o titular renunciar”, ressaltou Maranhão.

Para Maranhão, Manoel Junior é livre para defender suas ideias. “Eu não trabalho na censura, portanto, o vice-prefeito Manoel Junior é livre para expressar o pensamento que ele tiver ou as crenças que ele tiver. Mas ele vai ter oportunidade de constatar que o PMDB terá candidato próprio ao Governo do Estado, porque essa é uma decisão amadurecida, uma decisão que encontra respaldo na própria história de luta democrática do PMDB”.

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