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‘Foi a formalização de um ato de traição’, diz PSB sobre João

4 dez 2019

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) emitiu nota rebatendo à desfiliação do governador João Azevêdo, anunciada no início da tarde desta terça-feira (3). O posicionamento diz que a saída do gestor estadual do partido “não surpreendeu os paraibanos” e “foi a formalização de um ato de traição”. A nota foi assinada pela direção estadual da sigla, que tem o ex-governador Ricardo Coutinho à frente.

A nota pública diz ainda que João praticou “atos seguidos de perseguição mesquinha e desrespeito a filiados históricos do partido” e que “esqueceu de governar para cuidar apenas de fazer intrigas”. Toda a produção do governo, segundo a nota, foi produto de 2018.

“Vamos continuar repetindo: sem o PSB, sem o apelo à continuidade de uma administração amplamente aprovada, sem a militância que foi às ruas pedir votos, sem o apoio das lideranças do nosso partido e, sobretudo, sem o apoio do ex-governador Ricardo Coutinho (…), João Azevedo jamais seria eleito para qualquer cargo”, pontua a nota.

Leia a nota na íntegra

O anúncio da desfiliação de João Azevedo do PSB, partido pelo qual se elegeu governador há pouco mais de um ano, não surpreendeu os paraibanos e apenas é a formalização
de um ato de traição. Traição a seus companheiros de partido, a seus apoiadores e, principalmente, ao povo paraibano que lhe concedeu o voto para que a obra administrativa
iniciada pelo PSB no governo de Ricardo Coutinho tivesse continuidade.

O Partido Socialista Brasileiro se sente na obrigação de pedir desculpas ao povo paraibano por tê-lo feito acreditar que o técnico, o secretário e “fiel escudeiro” do ex-governador Ricardo Coutinho, daria continuidade à gestão que transformou nosso estado. É
principalmente ao povo paraibano que João traiu, porque nosso povo queria que o governo do estado, antes fatiado em conveniências e interesses políticos, continuasse sendo
um lugar onde os filhos e filhas do povo continuassem a ter direitos iguais, e um governador que não compactue com tudo que representa retrocesso social, como acontece
agora com o governo Bolsonaro.

Antes de anunciar sua saída do PSB, João Azevedo praticou atos seguidos de
perseguição mesquinha e desrespeito a filiados históricos do partido. Hoje, fala em
democracia partidária, que sai do PSB por conta da mudança na direção do partido, mas
raramente frequentou a sede do PSB e pouco se interessava com os destinos do partido.

Mesmo sem ter completado um ano de governo, transformou seu desejo de reeleição em
uma obsessão. Por isso, esqueceu de governar para cuidar apenas de fazer intrigas.
Todo a produção do governo, este ano, foi produto de 2018.

João Azevedo continuará a ter legalidade para assinar qualquer ato inerente à função
que exerce, mas jamais terá a legitimidade política, jamais poderá explicar o sua traição
e perseguição aos que foram o alicerce para a que ele sentasse na cadeira de governador
que hoje ocupa nem para desviar a finalidade do que foi construído com tanto esforço e
compromisso coletivos. Só a legitimidade constrói uma liderança e liderança se conquista, não se impõe.

Vamos continuar repetindo: Sem o PSB, sem o apelo à continuidade de uma administração amplamente aprovada, sem a militância que foi às ruas pedir votos, sem o apoio
das lideranças do nosso partido e, sobretudo, sem o apoio do ex-governador Ricardo
Coutinho, que sacrificou, em nome desse projeto, e a pedido do próprio João Azevedo,
uma eleição certa para se dedicar, incansavelmente, à continuidade do projeto, João
Azevedo jamais seria eleito para qualquer cargo.

João Azevedo se mostra agora um dissimulado. Escondeu de nós, seus ex-companheiros
de partido e do povo paraibano que o elegeu, a sua verdadeira natureza, revelando-a por
inteiro apenas depois de receber o maior cargo público do Estado.

Apesar das traições, da máquina de destruição de reputações e das perseguições em
todas as esferas da administração estadual, continuaremos na luta, e seguiremos
adiante para oferecer ao povo da Paraíba um projeto baseado na coerência da postura,
na generosidade das ações em busca dos interesses da população e no protagonismo
popular, pois o que vale são as pessoas.

“A política ama a traição, mas abomina o traidor”.

Direção PSB/PB

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